Mestranda em Desenvolvimento e Cooperação Internacional pelo ISEG

Giving Green: Filantropia Norte-Americana para o Meio Ambiente no Brasil

Na tentativa de perceber os novos atores do desenvolvimento e suas novas dinâmicas, diferentes dos atores tradicionais (OCDE-CAD), no último seminário da série Development Studies Seminars, Ana Borges Pinho discutiu sua pesquisa de doutoramento à respeito da filantropia Norte-Americana para o meio ambiente no Brasil, na qual analisou a atuação de três atores no setor.

Vista aérea de floresta tropical cortada por estrada e exploração agrícola.

Como investidores chineses podem reduzir o impacto de commodities

A China, em virtude de sua alta demanda por soja, óleo de palma, borracha e madeira, tem uma força considerável no mercado de commodities ligadas a desmatamento e emissões de gases de efeito estufa. Um estudo recente coloca a China como grande financiadora da agroindústria com risco florestal no Brasil e em outras nações tropicais. Mas há ações concretas que podem mudar essa tendência.

Do desenvolvimento à dignidade: um enorme desafio para a cooperação internacional para o desenvolvimento

Dignidade é uma palavra usada constantemente em relatórios e discursos sobre ajuda e cooperação, mas que parece tornar-se sempre secundária quando o trabalho começa, ou quando se gasta o dinheiro e se mede o progresso. É um pensamento a posterori, uma coisa que é bom ter, mas que não é essencial.

Atores corporativos e política: novas táticas de lobbying e regulação

O lobbying tem evoluído enquanto tática de comunicação para influenciar o discurso político e tem também se fundido com outras estratégias. Com isso, é fundamental estabelecer o que são práticas aceitáveis ou não. Uma forma de lobbying que vem sendo ampliada é o patrocínio de pesquisas de think tanks e universidades para gerar evidências que permitam defender um ponto de vista para moldar a opinião pública. As redes sociais também têm sido usadas de forma crescente para amplificar uma determinada perspectiva a alcançar maior influência.

Desmistificação do Modelo de Cooperação Chinês

Um tema constantemente abordado quanto à assistência externa chinesa é a sua diferença em relação à ajuda feita pelos doadores tradicionais (CAD-OCDE) e que, portanto, o modelo chinês de ajuda seria misterioso. Mas será isto verdade? Stella Zhang quis mostrar que a ajuda chinesa não é tão misteriosa se considerarmos a trajetória histórica do país ao longo do tempo.

Em homenagem ao Dia Mundial da Terra, Oficina Global e NAPA/ISCSP organizam debate sobre as alterações climáticas

“É uma vida difícil, que nos ensina a resistir aos caprichos da natureza e a incerteza das sementeiras; uma vida difícil que lhe vergou o corpo já franzino. Da terra trazia comida para ele, a mulher e os onze filhos. Da terra trazia o dinheiro para comprar roupa e mandar as crianças à escola. Na terra, conservava a memória dos seus antepassados, um diamante que tinha a obrigação de passar intacto às gerações futuras.”

Capital versus biosfera: uma agenda eco-social adequada aos tempos

A pandemia do coronavírus tem sido um lembrete da interconexão inerente da humanidade com o mundo natural. Ao mesmo tempo, a crise ameaça desvalorizar ainda mais a ação climática quando ela é mais urgente. Joan Herrera i Torres, ex-líder do Partido Verde Catalão, propõe uma agenda eco-social para a Europa pós-Covid baseada em três elementos-chave.